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Valorização do conhecimento Informal

Posted by CLAUDIO ALVES em 04/11/2011

“75% de todo conhecimento que nós adquirimos na vida, nós adquirimos de maneira informal” com esta frase, baseado em uma pesquisa americana de 1998, Helder Araújo inicia sua apresentação no TEDx Rio em 2011.

Se em 98 a pesquisa americana já validava que 3/4 de tudo que aplicamos no dia a dia é aprendida fora da sala de aula, imagine o percentual que isso significa hoje. Apesar disso, damos muito mais valor a estes 25%.

Helder usa o exemplo do Currículo que produzimos para obter emprego, onde 4 anos de faculdade tornam-se 1 linha, mesma linha que terão milhares de outros profissionais, sendo assim, o seu currículo não representa quem você é. Porém, o currículo nos apresenta uma coisa muito interessante, que é a mensuração do conhecimento.

Nada que não possa ser medido, consegue ser gerenciado

Na era em que estamos, gerenciar o conhecimento é algo fundamental para transformá-lo em SABEDORIA, devemos facilitar, estimular, medir e valorizar a educação informal.
 
 
No ensino formal, podemos dizer que é muito diferente, pois no sistema educacional formal você não têm escolha, é imposto à você.

Mas sabemos que escolher o que queremos aprender nos deixa feliz, consumimos esta informação sem que isso consuma nossas energias, ao contrário, isto nos dá prazer, nos dá felicidade, algo que o atual sistema educacional parece ter esquecido.

O ensino atual está preocupado em formar profissionais mais capacitados não para formar pessoas mais felizes.
 
 
 

Outro ponto que precisa ser observado no sistema educacional atual é a hierarquização das disciplinas, pois com isto nós afirmamos que algumas matérias têm mais importância que outras, esta prática, que opera há mais de 150 anos, ainda não migrou da era industrial para era do conhecimento, assim deixamos de fora do leque educacional valores e conhecimentos muito importantes, como exemplo,  matemática não é mais importante do que saber cozinhar. Vimemos na era do “conhecismo”, onde línguas é mais importante do que saber desenhar ou música (formas consagradas de expressão universais).

CONHECISMO = RACISMO DO CONHECIMENTO
 

Afinal, não adianta saber 10 idiomas e não saber o que dizer, todas as pessoas têm algo importante à dizer, independentemente de seu conhecimento formal: surfista, cozinheiro, faxineiro, etc.

Caro leitor, não entenda errado, assim como Helder, eu não quero afirmar que a escola não têm utilidade, pelo contrário, a escola é provavelmente a rede social mais importante das nossas vidas, e desta rede é que surgem grandes oportunidades de transformação de si mesma, mas nem tudo que é necessário de se aprender se encontra nela.

A escola tornou-se, essencialmente uma ferramenta de inclusão, onde você é aceito se você estuda, mas ela esqueceu de complementar que no momento que isso se massifica, não existe mais diferenciação, esqueceu que o conhecimento que gera diferenciação é o conhecimento que ainda não foi criado, que não foi consolidado e, portanto, ainda não está sendo ensinado nas escolas, ele está sendo ensinado e aprendido na escola da vida.

A educação informal precisa ser valorizada para que tenhamos conhecimentos novos sendo criados, foi assim com Steve Jobs, Bill Gates, e outros grandes nomes que utilizaram-se do conhecimento informal para mudar o mundo. Há algum tempo escrevi sobre como nós (falo como aluno do ensino superior) temos imposto a nós de forma puramente expositivas conhecimentos e não podemos ao menos questioná-los.

O Brasil tem muito á contribuir para o mundo, mas isso somente vai ocorrer quando valorizarmos e estimularmos o conhecimento informal.

Está na hora de consolidar novos conhecimentos, inovar sem preconceitos.
 
 
 
 
 
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