Claudio Space

Por que viver é aprender!

Faça de todos seu Baba, seu Mestre

Posted by CLAUDIO ALVES em 15/03/2014

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Baba contando o troco

Conheço este senhor como “Baba”, ele tem um pequeno negócio e vende o típico chai indiano do outro lado da rua da Universidade. Eu o chamo de “Baba” por que todos os estudantes o chamam assim, pensei que era o seu nome. Observado uma criança falar com seu pai certa vez, percebi que ela também o chamava de Baba, da mesma maneira que todos se referiam ao senhor do chá.

Perguntei a um colega professor indiano se esse era um nome comum aqui, ele sorriu e disse que não, na verdade Baba significa pai. Na verdade se dirigem aos homens nesta faixa etária como Baba, pois isto denota um grande respeito pela sabedoria e espiritualidade que os anos lhe proporcionaram.

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Este homem não aparenta possuir grandes posses, pelo que dizem não estudou e não sabe escrever, mas ainda assim recebe imenso (e devido) respeito de todos. Essa é um dos grandes aprendizados que tive até o momento com minha experiência e que vou levar pra minha vida.

Em alguns momentos percebo os estudantes cumprimentando senhores e senhoras através de um toque em seus és, alguns levam as mãos ao coração em seguida, como se cumprimentasse um Deus, o que na verdade estão fazendo.

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Tocando os pés em sinal de respeito durante o Holi (festival das cores)

Os estudantes possuem em geral a mesma faixa etária que a minha, alguns até mais velhos. Porém, é inenarrável o respeito que demonstram a cada vez que me encontram ou mesmo durante a aula. Sou tratado como “Sir” (Senhor) e sempre com absoluto respeito, já até senti cabelos brancos surgindo por isso… Uma certa vez questionei um dos estudante informalmente sobre como se sentia tendo que tratar alguém da sua idade como “Sir”, ele disse que assim me tratava por eu estar na posição de lhe ensinar algo, e que é assim que se trata um mestre.

Pensei no quão humano estes simples gesto são. Cada um que está ao nosso redor contribui para nossa vida de alguma maneira, nos ensina algo, são nossos mestres, e não recebem o devido respeito, nem mesmo nossos mestres ‘formais’, os professores.

Tive e tenho grandes mestres e encontro outros a cada dia, é muito difícil tirar o véu dos pré-conceitos e principalmente quando encontramos o diferente, o extranho, mas se sentarmos e o apreciarmos com o devido respeito à um mestre, vamos tirar grandes lições de quem quer que seja. Uma dica pra começar, deixe o Mestre que existe em nós saudar o Mestre que existe no outro. Namastê!

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