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Livro As Esganadas – Jô Soares

Posted by CLAUDIO ALVES em 14/11/2011

Jô Soares, como gordo, consegue descrever com autoridade neste romance os perigos que correm as mulheres de silhueta avantajada do Rio de Janeiro na década de 30.

O livro é fácil de ler, mas exige do leitor uma certa imaginação e até mesmo prévio conhecimento da história brasileira, pois a trama é ambientada no ano de 1938, durante o estado novo e mistura personagens históricos e fictícios.
O livro narra a saga de um serial killer que escolhe como vítimas moças da sociedade carioca, mas não qualquer uma, e sim áquelas de tamanho GG. O serial killer é aficcionado pela imagem da própria mãe e pelos pratos típicos portugueses que ela cozinhava e que não o deixava comer à sua vontade.
Ao contrário de outros livros, o autor não esconde o vilão, ele é mostrado desde o início, sendo assim, o que instiga o leitor é a frustração em acompanhar e frustrar-se com cada dedução que tropeça na verdade, com o fato de apolícia enrolar-se toda, você se sente vendo um filme de terror, inclusive com aquela vontade de gritar, “saia daí! não vê que ele é o assassino!?”
O mistério é saber por que as gordas vitimadas pelo serial killer sempre são “colhidas” num determinado endereço do Beco dos Barbeiros. Calma, não vou contar!

Personagens

Os personagens históricos ajudam a traçar um panorama, digamos irônico, do Estado novo, como os cerimoniais que cercavam os ditadores do período e seus adeptos, além de narrar detalhes pitorescos do affair de getútio vargas com o nazismo.
Como não se impressionar com os personagens fictícios, o detetive português Thomas Esteves, o Sherlock português,ou ainda pelo policial Calixto, malandro por vocação, até o ranzinza delegado Noronha, apesar da chatice, conquista o leitor.
Somente o assassino que é difícil de gostar, Jô contrói um serial killer desalmado e reúne tuo que é de mais grotesco, repulsivo, tanto que o apelida de Caronte (1).
O livro é composto de 200 páginas e finda em um time perfeito, mas que te deixa com uma vontade insaciável de “comer” mais de suas obras…

(1)Na mitologia grega, Caronte é o barqueiro do Hades, que carrega as almas dos recém-mortos sobre as águas dos rios Estige e Aqueronte, que dividiam o mundo dos vivos do mundo dos mortos

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Clássicos do Mundo Corporativo – Max Gehringer

Posted by CLAUDIO ALVES em 05/06/2010

Max Gehringer é um autor de sucesso, seu quadro no Fantástico, da TV Globo é um campeão de audiência, autor de outros livros já conhecidos, em seu livro Clássicos do Mundo Corporativo é uma seleção de comentários que mais foram comentados pelos seus ouvintes do programa na rádio CBN, sendo que estes temas selecionados geraram entre 150 a 200 respostas.
Os textos são curtos e sempre cheios de humor, são sedutores e deixam uma boa mensagem ao seu final. Me identifiquei bastante com alguns textos, na verdade a maioria deles, pois todos já vivemos algumas situações ali descritas. 
Há um texto em que Max compara a necessidade de um diploma, pois lá pelos anos de 1970, quem não tivesse um curso de datilografia não poderia de candidatar a um bom emprego, hoje, quem não tiver um MBA, adeus à vaga.
Recomendo a leitura, mesmo que você ache que não tem tempo, pois cada texto tem no máximo 2 páginas, e o livro é de bolso, além de custar em torno de 6,00. Vai dar boas risadas e refletir bastante.
Abaixo segue um texto do livro:
Clássicos do Mundo Corporativo: Regra do 5%

Eu hoje me lembrei de uma dessas estatísticas baseadas mais no bom senso do que na técnica: a regrinha dos 5%.

Segundo essa regra, de tudo o que nós escutamos, vemos, falamos, lemos ou escrevemos todos os dias, só 5% realmente interessam. O resto é descartável. Da mesma forma, de cada 100 estagiários contratados por empresas, só 5 chegarão a cargos de chefia. De cada 100 pequenos negócios que são abertos, só 5 se transformarão no sucesso que o dono sonhava. De cada 100 bons alunos, só 5 repetirão na vida profissional o excelente desempenho que tiveram na escola. 


A mesma regra vale para o trabalho. Se nós passamos 40 horas por semana em uma empresa, só durante 5% desse tempo, ou 2 horas, estaremos fazendo alguma coisa, pela qual poderemos ser lembrados daqui a algum tempo. As outras 38 horas serão gastas em trabalho de rotina, em reuniões, em conversas ao telefone ou em bate-papos sem importância.

Um teste que eu fazia comigo mesmo era me perguntar como eu tinha gasto as minhas 2 horas de criatividade na semana anterior. E no mais das vezes, eu descobria que tinha sido simplesmente engolido pela rotina.

Essa lição, dos 5%, eu devo ao meu saudoso professor Vantuil. Certa vez, durante uma daquelas algazarras incontroláveis em classe, o professor Vantuil, calmamente, disse que os 95% de alunos que quisessem persistir na bagunça, poderiam continuar a vontade, porque ele estava interessado em dar aula apenas para os 5%, que iriam ser alguma coisa na vida. E a classe, imediatamente, ficou em silêncio. Porque todo mundo, sempre se considera parte dos 5% que vão dar certo.

Não sei se a lição do professor Vantuil funcionou no meu caso, mas certamente funcionou no caso do professor Vantuil. Porque eu devo ter tido uns 100 professores na vida, e ele é um dos 5 que eu ainda me lembro.

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